ABOUT ME

Longe de você eu preciso de algo mais, eu vivo na espera de poder viver a vida com você. B ♥

(posto de acordo com meu estado emocional)

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166 notes | Reblog | 4 months ago

Para quem quer aprender a amar

Talvez seja tão simples, tolo e natural

que você nunca tenha parado para pensar:

aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o

seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda,

apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita

aprender.

Tenho visto muito amor por aí.

Amores mesmo, bravios, gigantescos,

descomunais, profundos, sinceros, cheios de

entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na

dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso:

bonitos, belos ou embelezados, tratados com

carinho, cuidado e atenção. Amores levados

com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros,

eternos e descomunais de repente se

percebem ameaçados apenas e tão-somente

porque não sabem ser bonitos: cobram,

exigem; rotinizam; descuidam; reclamam;

deixam de compreender; necessitam mais do

que oferecem; precisam mais do que

atendem; enchem-se de razões. Sim, de

razões. Ter razão é o maior perigo do amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e

o tem) de reivindicar, de exigir justiça,

eqüidade, equiparação, sem atinar que o que

está sem razão talvez passe por um momento

de sua vida no qual não possa ter razão. Nem

queira. Ter razão é um perigo: em geral

enfeia o amor, pois é invocado com justiça,

mas na hora errada. Amar bonito é saber a

hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você

tem certeza de que está fazendo o seu amor

bonito? De que está tirando do gesto, da

ação, da reação, do olhar, da saudade, da

alegria do encontro, da dor do desencontro a

maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou

cheia de razões, você espera do amor apenas

aquilo que é exigido por suas partes

necessitadas, quando talvez dele devesse

pouco esperar, para valorizar melhor tudo de

bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre, e

sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo,

deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E

sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as

cercas da opinião alheia. Faça coroas de

margaridas e enfeite a cabeça de quem você

ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomendam-se: encabulamentos, ser pego

em flagrante gostando; não se cansar de

olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência

com teorizações; adiar sempre, se possível

com beijos, ‘aquela conversa importante que

precisamos ter’; arquivar, se possível, as

reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama, toda atenção é sempre

pouca. Quem ama feio não sabe que pouca

atenção pode ser toda a atenção possível.

Quem ama bonito não gasta o tempo dessa

atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso

para nós, pobres escritores que vemos a vida

como a criança de nariz encostado na vitrina

cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não

teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos

sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o

que você teme, como: a sinceridade; não dar

certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer

jeito); abrir o coração; contar a verdade do

tamanho do amor que sente.

Jogue por alto todas as jogadas,

estratagemas, golpes, espertezas, atitudes

sabidamente eficazes (não é sábio ser

sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você

que a vida impede de ser. Seja você cantando

desafinado, mas todas as manhãs. Falando

besteira, mas criando sempre. Gaguejando

flores. Sentindo o coração bater como no

tempo do Natal infantil. Revivendo os

carinhos que intuiu em criança. Sem medo de

dizer eu quero, eu gosto, eu estou com

vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu

amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou

bonitar fazendo o seu amor, ou amar fazendo

o seu amor bonito (a ordem das frases não

altera o produto), sempre que ele seja a mais

verdadeira expressão de tudo o que você é, e

nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi

possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é

manifesto. Não se preocupe mais com ele e

suas definições. Cuide agora da forma. Cuide

da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado.

Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o

suficiente para ser capaz de gostar do amor e

só assim poder começar a tentar fazer o outro

feliz.

(Arthur da Távola)


(Source: sapphoria)



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(Source: stinker)



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(Source: littlegaydoll)



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(Source: svorgan)



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(Source: schizophr3nia)



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(Source: girllikesgirls)


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